terça-feira, 3 de março de 2026

Providencia e Santa Catalina, San Andrés, Colômbia

 13 de setembro de 2013


Acordamos bem cedinho e, no horário combinado, o táxi que havíamos agendado no dia anterior chegou para nos buscar e nos levar ao aeroporto.
Avioneta Satena


A avioneta da SATENA saiu pontualmente e, com seu bimotor a hélice, nos levou em uma viagem tranquila — ainda que barulhenta — de cerca de 20 minutos sobre o mar do Caribe, até a encantadora Ilha de Providência.
 Ilha de Providência

A ilha é bem maior do que eu imaginava e surpreende pela quantidade de montanhas. Sua formação é vulcânica, bem diferente de San Andrés, que tem origem coralina. Em Providencia, além das praias, há ótimas possibilidades de trekking — o que já ganhou nosso coração logo de cara.

Ao desembarcar no pequeno aeroporto, depois de apresentar o comprovante da taxa de permanência nas ilhas (a mesma paga na chegada a San Andrés), encontramos vários moradores locais com seus carros à espera dos turistas. Muitos fazem esse “bico” de táxi. Seguimos na caminhonete da simpática Trinidad, uma moradora que, em poucos minutos de conversa, me contou a história triste dos escravos que permaneceram na ilha após a expulsão dos ingleses pelos espanhóis. Mas essa história fica para o próximo post…

Ela nos deixou no Hotel Sirius, na praia Suroeste. O hotel é simples, apesar do preço salgado. Aliás, se você for mais desencanado do que nós, nem precisa reservar hospedagem com antecedência pela internet. No próprio aeroporto, os moradores oferecem diversas opções de casas e pousadas por valores mais justos.

Fomos recebidos pelo dono do hotel, que nos apresentou as possibilidades para os dois dias de estadia. Depois de um café da manhã caprichado, partimos para um passeio de barco ao redor da ilha, com parada no famoso Cayo Cangrejo, um dos cartões-postais mais bonitos da região.

Mapa na parede do Hotel Sirius
O passeio dura cerca de três horas e vale muito a pena. A primeira parada é na famosa Cabeza de Morgan, formação rochosa ligada às lendas do pirata Henry Morgan, e depois seguimos em direção à charmosa Ilha de Santa Catalina, separada de Providência por um estreito canal de águas incrivelmente transparentes.
 Cabeça de Morgan
 Ponte que liga Santa Catalina a Providência


Depois seguimos até o deslumbrante Cayo Cangrejo — e posso dizer, sem exagero: foi o ponto alto de toda a viagem. É uma pequena ilhota cercada por um mar de cores surreais, em tons que variam entre o azul-turquesa e o verde-esmeralda.

Suba até o topo do morrinho e contemple uma vista de 360º simplesmente inesquecível. É o tipo de paisagem que fica gravada na memória. Sei que você vai ver as fotos e concordar comigo… mas confesso: nenhuma imagem consegue transmitir nem 50% da beleza que se vê ao vivo. É daquelas experiências que precisam ser sentidas, não apenas registradas.








Depois, contornamos a ilhota mergulhando. A parte de trás é mais profunda e a travessia só é recomendada para quem realmente sabe nadar e se sente seguro no mar. Mas a recompensa é inesquecível.

A água tem uma transparência impressionante, quase irreal. Conseguíamos ver cada detalhe do fundo, como se estivéssemos dentro de um aquário natural. Avistamos peixes que ainda não tínhamos visto nos dias anteriores, além de plantas aquáticas multicoloridas que dançavam suavemente com o movimento da água. Foi um daqueles mergulhos que ficam para sempre na memória..







Há uma taxa de entrada de COP$ 10.000 por pessoa (valor da época), que dá direito a retornar no dia seguinte, já que a área faz parte de um Parque Nacional — o que ajuda a preservar toda aquela beleza intacta.

Depois do passeio, voltamos a Providencia, para a praia Suroeste, e almoçamos no tradicional Restaurante do Arturo. Pedimos um prato farto com peixe, lula, carne de caranguejo e salada — simplesmente maravilhoso!

Aliás, come-se muito bem por lá. A culinária local, com forte influência caribenha, é saborosa, fresca e cheia de personalidade. Mais um motivo para se apaixonar pela ilha.


À tarde, o tempo fechou novamente. E por lá é assim: quando o céu escurece, pode esperar uma boa pancada de chuva. Daquelas rápidas, intensas e tropicais.

À noite, mesmo debaixo d’água, criamos coragem e fomos até o Café Studio. As porções eram mais moderadas do que no almoço, mas muito saborosas e bem preparadas — um ótimo lugar para encerrar o dia.

E como minha amiga Fabíola Sad, do Mochilando por aí, já tinha me avisado: Providencia apaixona mesmo! Tem algo na simplicidade, no ritmo desacelerado e na beleza bruta da ilha que conquista a gente de um jeito difícil de explicar.

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