29 de abril de 2015
Acordamos cedinho e pegamos a estrada conhecida como Circuito dos 7 Lagos, que liga San Martín de los Andes a Bariloche. O dia amanheceu nublado, com uma névoa rosada no ar — resultado das cinzas do vulcão Cabulco, ainda presentes na atmosfera.
Era a nossa segunda vez fazendo esse trajeto, mas a primeira no outono. Em janeiro de 2010 passamos por aqui no auge do verão, quando a paisagem estava colorida e cheia de vida. Agora, com os tons quentes das folhas, tudo ganhava um charme diferente. Sinceramente, não sei dizer qual das duas estações torna o cenário mais encantador…
Lago Meliquina
A cerca de 40 km do centro de San Martín de los Andes, o Lago Meliquina é uma verdadeira joia escondida. Para chegar até ele, saímos da cidade pela Ruta 40 e, após 27 km, pegamos o desvio em direção à Ruta 63, uma estrada de rípio em bom estado de conservação. A vila que margeia o lago é formada por casas de veraneio elegantes e bem cuidadas.
O tom avermelhado das árvores no outono, misturado ao cinza suave do dia, criou um contraste incrível — mais uma vez, rendendo fotografias maravilhosas de paisagens que parecem ter saído de um cartão-postal.
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| Lago Meliquina |
Lago Machónico
Depois da visita ao Lago Meliquina, retornamos à Ruta 40 em direção a Bariloche e fizemos uma parada no Mirador Lago Machónico. Mesmo com o dia nublado, a vista do mirante é de tirar o fôlego — o lago cercado por montanhas e coberto por uma leve névoa outonal criava uma atmosfera quase mágica. É uma parada rápida, mas imperdível para quem percorre o Circuito dos 7 Lagos.![]() |
| Lago Machónico |
Cascata Vullignanco
Seguimos pela Ruta 40 até o mirante da Cascata Vullignanco. Foi impossível não se impressionar com a mudança na paisagem em relação à nossa visita no verão. No outono, o cenário parecia outro destino completamente diferente — as cores quentes das folhas contrastavam com o branco da queda d’água e o cinza do céu, criando um visual dramático e inesquecível. Mais uma vez, a natureza nos surpreendeu.![]() |
| Cascata Vullignanco |

Lago Falkner
O Lago Falkner foi mais uma parada encantadora ao longo do Circuito dos 7 Lagos (também conhecido como Circuito Grande). Rodeado por montanhas e florestas em tons de outono, ele nos brindou com uma paisagem tranquila e serena, perfeita para uma pausa contemplativa. Cada lago do percurso tem sua beleza única, e o Falkner certamente está entre os mais fotogênicos.Lago Villarino
Fizemos uma linda parada no Lago Villarino, outro destaque do Circuito dos 7 Lagos. Com suas águas calmas e rodeado por uma vegetação exuberante, o lugar transmite uma paz única. É também um ótimo local para camping, com áreas planas e bem preservadas — ideal para quem quer passar a noite em meio à natureza.![]() |
| Lago Villarino |
Lago Correntoso
Um dos lugares mais lindos do dia, sem dúvida. As cores estavam simplesmente deslumbrantes — o azul intenso do céu contrastando com o amarelo vibrante das folhas criava uma paisagem de tirar o fôlego. Por mim, ficaria ali para sempre…
No local funciona a Estância Quintupuray, uma hospedaria charmosa que também oferece uma ótima estrutura para camping, perfeita para quem quer passar mais tempo curtindo a tranquilidade desse cenário mágico.
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| Lago Correntoso |
Lago Espejo Chico
Mais um cenário de tirar o fôlego no Circuito dos 7 Lagos. O lago, cercado por montanhas e árvores douradas pelo outono, refletia tudo como um espelho — fazendo jus ao nome. Para completar a experiência, o restaurante local estava com o fogão a lenha a todo vapor, e o cheirinho de lenha queimando no ar deu um toque acolhedor e inesquecível à parada. Sério... vontade de ficar aqui para sempre.![]() |
| Lago Espejo Chico |
Laguna Bailey Willis
De volta à estrada, paramos em mais um mirante deslumbrante: a Laguna Bailey Willis. A vista panorâmica desse ponto é simplesmente de tirar o fôlego, com águas calmas refletindo o céu e as montanhas ao redor. Cada parada no Circuito dos 7 Lagos reserva uma nova surpresa para os olhos — e essa não foi diferente.
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| Laguna Bailey Willis |
Lago Espejo
Chegamos ao Lago Espejo, que conta com uma pequena praia e o Camping Diurno Lago Espejo, perfeito para quem quer se conectar ainda mais com a natureza. Ao fundo, uma névoa rosada pairava sobre a paisagem — as cinzas do vulcão Cabulco ainda presentes no ar, dando um toque único e dramático ao cenário.![]() |
| Lago Espejo |
Mirador Inalco
Chegamos ao Mirador Inalco, de onde se pode avistar as imponentes montanhas da região. Infelizmente, os picos nevados estavam encobertos pelas cinzas do vulcão Cabulco, o que impediu que aparecessem nas fotos. Mesmo assim, o visual da paisagem com as nuvens e o vale abaixo ainda impressiona.![]() |
| Mirador Inalco |
Chegando em Bariloche — Última Parada
Finalmente, chegamos a Bariloche, nossa última parada nessa incrível viagem pelo Circuito dos 7 Lagos. A cidade, com seu charme europeu e cenário rodeado por lagos e montanhas, é o ponto alto para fechar essa aventura. Depois de tantos dias de estrada e natureza, nada melhor do que descansar e aproveitar a gastronomia local, além de explorar um pouco dessa linda cidade.
Em janeiro de 2010, lembro que a maior parte desse circuito era de rípio, mas agora está todo asfaltado, facilitando muito o acesso e tornando a viagem mais confortável. Ao chegarmos em Bariloche, seguimos direto para as Cabañas Puente Austral, que são ótimas, com cozinha completa — embora sem café da manhã incluso. Por isso, fomos ao mercado comprar nosso jantar, o café da manhã do dia seguinte e alguns lanches para o passeio que faríamos até a Isla Victória.
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| Mapa do Circuito Grande ou Circuito 7 Lagos Argentinos |





















































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