10 de setembro de 2015 - manhã
Acordamos super cedo, às 5h, para pegar o micro-ônibus que contratamos pela agência Maxim Experience para visitar os Geisers El Tatio, localizados a 89 km de San Pedro, a 4.230 metros de altitude. O pessoal do Hotel Dunas prometeu preparar um lanche para levar, mas acabou esquecendo. :(
Estava muito frio e ainda levaríamos cerca de duas horas até o nascer do sol. Seguimos pela penumbra da madrugada, pela estrada que leva cerca de 1h30. Quinze minutos após embarcar no micro-ônibus, comecei a sentir aquele enjoo típico de curvas feitas em alta velocidade pelo motorista — como sempre, eu enjoava. Se você também sente enjoo em viagens de ônibus, vá prevenido e tome um remedinho antes.
Chegamos na entrada exatamente às 7h30, já com a claridade do amanhecer.
Seis anos atrás, na nossa primeira visita aos Geisers El Tatio, não existia sequer uma entrada oficial. Agora há banheiros, lanchonete e, claro, cobrança de entrada: PCH 5.000, cerca de R$ 30 por pessoa. O frio estava congelante, na casa dos -9ºC.
Caminhamos entre os gêiseres, e a umidade quente dos vapores que saem do chão dá uma falsa sensação de calor. Porém, assim que você se afasta das fumarolas, é atingido pelo frio cortante da madrugada, e literalmente congela! Mas quando o sol finalmente raiou, tudo mudou: seu calor começou a nos aquecer, e as fumarolas ficaram de um branco intenso, contrastando com o céu azul límpido, proporcionando paisagens simplesmente deslumbrantes.
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| Geisers El Tatio |
Sentimos, eu e o Elio, que as fumarolas estavam mais baixas do que lembrávamos da última vez que visitamos a região. Por curiosidade, comentei isso com o guia, e não é que estávamos certos? O guia Klaus — que foi ótimo, por sinal — explicou que alguns anos atrás uma empresa abriu poços para a extração dos vapores com fins de geração de energia. Essa ação provocou uma diminuição dos vapores num raio de 11 km ao redor do local de extração. Incrível como o progresso acaba prejudicando as belezas naturais.
Recomendo que você conheça essa região o quanto antes, pois não sabemos até quando os majestosos Geisers El Tatio continuarão encantando turistas do mundo todo!
Depois, voltamos ao micro-ônibus e o guia nos serviu um café da manhã excelente — com leite aquecido num fogareiro, e não mais nas águas dos gêiseres, como fazíamos há 6 anos atrás, técnica que hoje é proibida.
Seguimos então para as termas, que agora contam com lindos vestiários ao redor (embora ainda não tenham banheiros). Ficamos lá quase uma hora, mas confesso que não tive coragem de tirar a roupa e entrar nas águas termais.
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| Termas El Tatio |
Voltamos pela mesma estrada e fizemos uma parada no “Vado Putana” ou pântano Putana. As águas desse local vêm do degelo do Vulcão Putana, que fica na divisa entre Chile e Bolívia. Há seis anos, quando fizemos o passeio pelo Salar de Uyuni, passamos pelo outro lado desse vulcão — um dos poucos ainda ativos na região.
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| Vulcão Putana ao fundo |
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| Aves da região, observe o pato de bico azul |
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| Vulcão Putana ao fundo |
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| Churrasquinho de carne de Lhama |
Voltamos a San Pedro de Atacama e fomos almoçar no La Casa de Piedra. Como eu estava com o estômago meio sensível, optei por uma sopa. Depois, retornamos ao hotel e, no final da tarde, fizemos o passeio às Lagunas Cejar, que vou contar no próximo post!





























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