terça-feira, 21 de outubro de 2025

Vale de la Luna - San Pedro de Atacama

 09 de setembro de 2015 - tarde


Às 16h, partimos para o passeio ao Vale de la Luna, saindo em frente à agência Maxim Experience, acompanhados pelo guia Osvaldo.

Seis anos antes, quando estive lá pela primeira vez, o local ainda era aberto ao público e o acesso era gratuito. Atualmente, a entrada é paga — custa 3.000 pesos chilenos por pessoa — e há estrutura com banheiros disponíveis logo na chegada.





Nossa primeira parada no Parque foi nas Três Marias. Percebemos que o local estava visivelmente mais branco, com uma camada de sal mais espessa na superfície. O guia Osvaldo nos explicou que isso se deve às chuvas mais intensas dos últimos três anos, que provocaram um fenômeno interessante: o sal “subiu” à superfície.

Em San Pedro de Atacama, costuma chover apenas uma vez por ano, geralmente em fevereiro, por cerca de 30 minutos — o suficiente para acumular cerca de 20 mm de precipitação. E só. No restante do ano, não cai uma gota. Para efeito de comparação, aqui em Iguape (SP), onde moro, a média anual de chuvas é de aproximadamente 1800 mm!

Após essas raras chuvas, o calor intenso provoca a rápida evaporação da água, que ao subir, por capilaridade, carrega o sal das camadas mais profundas do solo. Esse sal então cristaliza na superfície, formando uma cobertura branca que, à primeira vista, até parece gelo — mas são apenas cristais de sal.

Outra mudança importante no Parque é que agora os visitantes não podem mais se aproximar das esculturas de sal. Um limite de pedras foi colocado ao redor das Três Marias, o que provavelmente ajudou a conservar tanto as formações quanto os cristais na superfície, contribuindo para esse visual ainda mais branco e impressionante.





De lá, seguimos a pé por cerca de 20 minutos, caminhando pela estrada até chegarmos ao verdadeiro Vale da Lua. Esse é o ponto que inspirou o nome da região — e não é por acaso. Segundo pesquisadores da NASA, este é o local da Terra que mais se assemelha à superfície lunar, tanto pelas formações do relevo quanto pelas tonalidades áridas e desbotadas da paisagem. Incrível como, em meio ao deserto, nos sentimos praticamente em outro planeta!







Depois, o tour seguiu um percurso diferente do que eu havia feito em 2009. Fomos até a Cuevas de Sal Cañón, uma gruta impressionante com paredes inteiramente formadas por sal.

No caminho até lá, atravessamos um estreito cânion. Em determinado momento, o guia pediu silêncio — e então vivemos uma experiência única: pudemos ouvir o sal das rochas estalando, resultado da dilatação térmica causada pelas variações bruscas de temperatura no deserto. Um som sutil, quase como pequenos estalos de madeira, que tornava o ambiente ainda mais surreal.










Por fim, encerramos o passeio no mirante do Vale da Lua, um lugar simplesmente espetacular — digno de muitas fotos, especialmente sob a luz dourada e avermelhada do entardecer.

Enquanto o sol se despedia no horizonte, a paisagem ganhava tons quentes e dramáticos. A Cordilheira dos Andes, ao fundo, se tingia de laranja nas últimas horas do dia, criando um contraste mágico com o céu e o deserto ao redor. Um cenário inesquecível, daqueles que nenhuma foto consegue capturar por completo... e que, de fato, não tem preço.







 

 




Assim que o sol se pôs, o frio típico do deserto começou a se fazer sentir. Era hora de voltar à van e retornar para San Pedro de Atacama.

À noite, jantamos no Salón de Té O2 e gostamos bastante — ótima comida e ambiente acolhedor. Em seguida, retornamos ao Hotel Dunas, onde encerramos o dia e fomos descansar, depois de uma experiência intensa e inesquecível no Vale da Lua.

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