terça-feira, 21 de outubro de 2025

Petroglifos de Yerbas Buenas e Valle del Arcoiris no Deserto de Atacama

 09 setembro de 2015 - manhã


O post deste dia será dividido conforme os passeios que fizemos: manhã e tarde.

Acordamos bem cedo e, após um ótimo café da manhã no Hotel Dunas, o guia Pablo, da agência Maxim Experience, veio nos buscar para o passeio até os Petroglifos de Yerbas Buenas e o Vale do Arco-Íris. Quando estivemos em San Pedro em 2009, não fizemos esse roteiro — por isso, tudo era novidade para nós.

Seguimos pela Ruta 23, que liga Calama a San Pedro de Atacama, e cerca de 25 km depois da cidade, chegamos à entrada do pequeno povoado de Río Grande. É nessa região que se localizam os petroglifos, a aproximadamente 3.600 metros de altitude.

Petroglifos de Yerbas Buenas

Os petroglifos são inscrições em rochas feitas por antigas caravanas — em grande parte ligadas à cultura inca — que cruzaram a região há centenas de anos. Eles registram fragmentos da história, espiritualidade e cotidiano desses povos.

A entrada custa PCH 2.000 por pessoa (cerca de R$ 12,00) e há banheiros disponíveis na entrada da área. A visita é feita a céu aberto, então, mesmo que esteja frio, é importante usar protetor solar, pois o sol do deserto é forte.

Durante a caminhada, avistamos gravuras impressionantes, como macacos, raposas, guanacos, lhamas dando à luz, além da representação da Pacha Mama, a divindade máxima da fertilidade para os povos andinos. Um verdadeiro museu a céu aberto que nos conectou com a ancestralidade do deserto.


Petroglifos





Mono entalhado na rocha (o desenho em vermelho é a placa indicativa)
Lhama dando a luz
Guanacos e serpente


 
Guanacos com bebes no ventre - pedindo aos deuses fertilidade

Ficamos cerca de uma hora explorando o local e, em seguida, seguimos de van até uma parte mais alta da região, onde visitamos um sítio sagrado. Ali, segundo o guia, os líderes espirituais realizavam seus rituais e “passes”.

Eles costumavam fumar uma erva considerada especial — talvez esteja aí a origem do nome da localidade: Yerbas Buenas. 😉

Para encerrar a visita, fizemos uma agradável caminhada de cerca de 20 minutos por um vale seco, de beleza singular, rodeado por formações rochosas esculpidas pelo tempo. Um cenário silencioso e marcante, com aquele ar místico que só o Atacama tem.









De volta à van, seguimos em direção ao Vale do Arco-Íris. No caminho, fizemos uma parada inesperada e encantadora: ao passar por um rio, avistamos lhamas bebendo água tranquilamente à beira da margem.

A cena era tão bonita e serena que, claro, pedimos para parar e aproveitamos para tirar algumas fotos. Um daqueles momentos espontâneos que tornam a viagem ainda mais especial.




Lhamas

Valle del Arcoiris

Após alguns quilômetros, chegamos ao Valle del Arcoíris, um dos pontos mais impressionantes de toda a viagem! Já havíamos visitado outro Valle del Arcoíris, localizado no Parque Talampaya, na Argentina, em 2013, mas, comparando os dois, achei que o do Chile é ainda mais vibrante e colorido.

Assim como o da Argentina, as cores dessa formação geológica são resultado das altas temperaturas e pressões que as rochas sofreram durante a expulsão da lava vulcânica. Essas condições fazem com que diferentes minerais aflorem na superfície, dando origem à paleta única de cores que vemos hoje.

No Chile, pudemos observar tons diversos, como verde (devido ao óxido de cobre), amarelo, branco (carbonato de cálcio), lilás, vermelho e preto. Além disso, as formas das rochas foram esculpidas pelo vento, criando um cenário que parece uma obra de arte da natureza.


Valle del Arcoiris





















 




No final do passeio, já de volta à van, o guia Pablo nos surpreendeu com um lanche delicioso, um gesto que tornou a experiência ainda mais agradável.

Retornamos a San Pedro para o almoço e, mais uma vez, escolhemos o restaurante Delicias del Carmen. Pedimos uma macarronada à bolonhesa — saborosa e bem servida, perfeita para repor as energias depois da manhã intensa.


No próximo post veja o passeio da tarde: Valle da Lua.

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