09 setembro de 2015 - manhã
O post deste dia será dividido conforme os passeios que fizemos: manhã e tarde.
Acordamos bem cedo e, após um ótimo café da manhã no Hotel Dunas, o guia Pablo, da agência Maxim Experience, veio nos buscar para o passeio até os Petroglifos de Yerbas Buenas e o Vale do Arco-Íris. Quando estivemos em San Pedro em 2009, não fizemos esse roteiro — por isso, tudo era novidade para nós.
Seguimos pela Ruta 23, que liga Calama a San Pedro de Atacama, e cerca de 25 km depois da cidade, chegamos à entrada do pequeno povoado de Río Grande. É nessa região que se localizam os petroglifos, a aproximadamente 3.600 metros de altitude.
Petroglifos de Yerbas Buenas
Os petroglifos são inscrições em rochas feitas por antigas caravanas — em grande parte ligadas à cultura inca — que cruzaram a região há centenas de anos. Eles registram fragmentos da história, espiritualidade e cotidiano desses povos.
A entrada custa PCH 2.000 por pessoa (cerca de R$ 12,00) e há banheiros disponíveis na entrada da área. A visita é feita a céu aberto, então, mesmo que esteja frio, é importante usar protetor solar, pois o sol do deserto é forte.
Durante a caminhada, avistamos gravuras impressionantes, como macacos, raposas, guanacos, lhamas dando à luz, além da representação da Pacha Mama, a divindade máxima da fertilidade para os povos andinos. Um verdadeiro museu a céu aberto que nos conectou com a ancestralidade do deserto.
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| Petroglifos |
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| Mono entalhado na rocha (o desenho em vermelho é a placa indicativa) |
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| Lhama dando a luz |
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| Guanacos e serpente |
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| Guanacos com bebes no ventre - pedindo aos deuses fertilidade |
Ficamos cerca de uma hora explorando o local e, em seguida, seguimos de van até uma parte mais alta da região, onde visitamos um sítio sagrado. Ali, segundo o guia, os líderes espirituais realizavam seus rituais e “passes”.
Eles costumavam fumar uma erva considerada especial — talvez esteja aí a origem do nome da localidade: Yerbas Buenas. 😉
Para encerrar a visita, fizemos uma agradável caminhada de cerca de 20 minutos por um vale seco, de beleza singular, rodeado por formações rochosas esculpidas pelo tempo. Um cenário silencioso e marcante, com aquele ar místico que só o Atacama tem.
De volta à van, seguimos em direção ao Vale do Arco-Íris. No caminho, fizemos uma parada inesperada e encantadora: ao passar por um rio, avistamos lhamas bebendo água tranquilamente à beira da margem.
A cena era tão bonita e serena que, claro, pedimos para parar e aproveitamos para tirar algumas fotos. Um daqueles momentos espontâneos que tornam a viagem ainda mais especial.
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| Lhamas |
Valle del Arcoiris
Após alguns quilômetros, chegamos ao Valle del Arcoíris, um dos pontos mais impressionantes de toda a viagem! Já havíamos visitado outro Valle del Arcoíris, localizado no Parque Talampaya, na Argentina, em 2013, mas, comparando os dois, achei que o do Chile é ainda mais vibrante e colorido.
Assim como o da Argentina, as cores dessa formação geológica são resultado das altas temperaturas e pressões que as rochas sofreram durante a expulsão da lava vulcânica. Essas condições fazem com que diferentes minerais aflorem na superfície, dando origem à paleta única de cores que vemos hoje.
No Chile, pudemos observar tons diversos, como verde (devido ao óxido de cobre), amarelo, branco (carbonato de cálcio), lilás, vermelho e preto. Além disso, as formas das rochas foram esculpidas pelo vento, criando um cenário que parece uma obra de arte da natureza.
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| Valle del Arcoiris |
No final do passeio, já de volta à van, o guia Pablo nos surpreendeu com um lanche delicioso, um gesto que tornou a experiência ainda mais agradável.
Retornamos a San Pedro para o almoço e, mais uma vez, escolhemos o restaurante Delicias del Carmen. Pedimos uma macarronada à bolonhesa — saborosa e bem servida, perfeita para repor as energias depois da manhã intensa.
No próximo post veja o passeio da tarde: Valle da Lua.


















































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