13 de setembro de 2015
Caminhada pela Quebrada de Guatin e relaxamento nas Termas de Puritama
Após o café da manhã no aconchegante Hotel Dunas, nosso guia e amigo Mário, da Maxim Experience, veio nos buscar para mais um dia de aventura. O destino? Uma caminhada pela Quebrada de Guatin, seguida de um merecido banho nas Termas de Puritama.
Quebrada de Guatin
Esse pequeno e estreito vale, ainda pouco explorado por turistas, é cortado por um rio de águas translúcidas, gélidas e velozes. A paisagem logo no início da trilha já impressiona: passamos por uma área repleta de cactos gigantes e antigos, alguns com mais de dois metros de altura, verdadeiros monumentos naturais que parecem vigiar silenciosamente a trilha.
A caminhada durou cerca de uma hora. O terreno é relativamente tranquilo, mas exige atenção em alguns trechos por causa das pedras e da proximidade com o rio. O cenário vai mudando aos poucos, os paredões de pedra vão se estreitando e, ao final, chegamos a um ponto onde a trilha simplesmente desaparece — os cânions se fecham tanto que já não é mais possível caminhar pelas margens. É ali que a natureza impõe seu limite e nos obriga a parar e apenas admirar.
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| Trekking Guatin |
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| Trekking Guatin, cacto de mais de cem anos |
Termas de Puritama
Depois da caminhada revigorante pela Quebrada de Guatin, seguimos para um dos momentos mais relaxantes da viagem: um banho nas águas termais de Puritama. Um verdadeiro oásis em meio à aridez do deserto.
Apesar do frio que sentimos ao tirar a roupa, o desconforto desaparece assim que entramos nas águas quentinhas — um alívio imediato para o corpo. A leve correnteza do rio e a temperatura natural da água tornam a experiência ainda mais especial. É impossível não relaxar. Imperdível para quem está em busca de descanso e conexão com a natureza.
As termas são compostas por dez piscinas naturais, todas ao ar livre, encaixadas harmoniosamente no vale. A primeira piscina é fechada ao público geral, sendo exclusiva para os hóspedes do hotel das termas. As demais ficam abertas para os visitantes, que se espalham pelas diferentes áreas buscando sossego ou um bom lugar para fotos.
A estrutura do local é muito boa: há vestiários, banheiros e uma pequena lanchonete, além de decks de madeira e passarelas que facilitam o acesso entre as piscinas.
A entrada custa PCH$ 15.000 por pessoa, com meia entrada para maiores de 60 anos e estudantes. O estacionamento fica no topo de um morro e é necessário descer uma ladeira íngreme a pé até o vale onde ficam as piscinas. A subida na volta exige um pouco de fôlego, mas depois de tanto relaxamento, o corpo até agradece pelo esforço.
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| Descida para as termas de Puritama |
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| Pedra com o formato do rosto de uma pessoa |
Após o banho nas Termas de Puritama, voltamos para San Pedro e fizemos nossa almojanta no já conhecido Restaurante Barros, que ficava pertinho da pousada.
Seguindo a recomendação do nosso guia Mário, evitamos comer carne nessa refeição. Ele nos explicou que o consumo de carne na véspera de um esforço em alta montanha pode dificultar a digestão e causar enjoos — algo que definitivamente não queríamos enfrentar na subida ao Cerro Toco, nosso grande desafio do dia seguinte, com seus 5.640 metros de altitude. A sugestão dele foi uma refeição rica em carboidratos, especialmente massas, para garantir energia suficiente para a trilha.
Voltamos para o hotel já sentindo o cansaço do dia, e fomos dormir cedo. Era hora de recarregar as energias — física e mentalmente — para o que seria um dos pontos mais altos da nossa aventura.
































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