terça-feira, 19 de maio de 2026

Esquel a Bariloche - Argentina

 

22 de janeiro de 2010

Tomamos um ótimo café da manhã no Parador Lago Verde, em Esquel, e seguimos para o Banco de la Patagonia para trocar dólares por pesos argentinos.
Cotação: US$ 100,00 = PAR$ 377,00.

Depois, partimos rumo ao Parque Nacional Los Alerces para visitar a Laguna Verde e o famoso alerce de mais de 2 mil anos. Infelizmente, a ponte de acesso ao parque por Trevelin estava caída e a entrada interditada.

A outra opção seria acessar o parque por Cholila, mas como sairia muito da nossa rota, decidimos cancelar o passeio.

Abastecemos (PAR$ 31,00) e seguimos viagem rumo a El Bolsón.

Patagônia Argentina
De Esquel a El Bolson











Chegando a El Bolsón, almoçamos muito bem em um Tenedor Libre (tipo buffet livre). Aproveitamos bastante a variedade e incluímos refrigerante, cerveja e sobremesa — tudo por PAR$ 50,00 por pessoa.

Patagônia Argentina
El Bolson


Flores pelo caminho

Seguimos viagem rumo a Bariloche e entramos no Parque Nacional Nahuel Huapi com a intenção de visitar o imponente Cerro Tronador e o famoso Ventisquero Negro.

Mas a estrada nos pregou uma peça…

Como já passava das 14 horas, não pudemos iniciar a subida. E não é simplesmente chegar e entrar — o acesso ao Ventisquero Negro funciona em um sistema bastante controlado, e vou explicar melhor.

A estrada tem cerca de 50 km e é de mão única em horários determinados, pois é estreita, sinuosa e cheia de precipícios impressionantes. O esquema funciona assim:

  • Das 10h30 às 14h: somente subida.
  • Das 16h às 19h30: somente descida.
  • Das 19h30 às 9h do dia seguinte: mão dupla, com tráfego nos dois sentidos.

Ou seja, perdeu o horário de subida, só no dia seguinte mesmo.

E não é exagero: a pista é estreitíssima em vários trechos, com despenhadeiros gigantescos ao lado. Em muitos pontos mal passam dois carros. Quando o tráfego é liberado em mão dupla, o cuidado precisa ser redobrado — atenção total ao volante.

Resolvemos então não arriscar e deixar o passeio para o dia seguinte. Às vezes, na estrada, o melhor plano é saber esperar.

Patagônia Argentina
De El Bolson a Bariloche



Chegamos novamente a Bariloche no final da tarde e fizemos check-in no Hotel Flamingo. Conseguimos um quarto com vista para o centro da cidade — ótimo para observar o movimento e já entrar no clima da Patagônia urbana. Pagamos PAR$ 90,00 por pessoa.

Sem perder tempo, saímos para fazer o clássico Circuito Chico, agora com meu pai. Mesmo já conhecendo o trajeto, ele continua encantador: lagos azulados, montanhas ao fundo e aquela mistura perfeita de bosque e água que só essa região tem.

Subimos novamente ao Cerro Campanario. A vista continua sendo uma das mais lindas da região, mas percebemos que, em comparação com cinco dias antes, havia menos neve nas montanhas. Ainda assim, o visual segue impressionante — o tipo de paisagem que nunca cansa, mesmo repetida.

Depois do passeio, voltamos ao hotel para descansar. Encerramos o dia com aquela sensação boa de estar revisitando lugares especiais, agora compartilhando tudo com meu pai.

Bariloche Argentina
Circuito Chico
Bariloche Argentina
Cerro Campanário







Bariloche Argentina
Capela Llao Llao



Hotel Llao Llao

À noite, fomos jantar no Restaurante Bravo, onde fizemos uma refeição simples e muito saborosa. Pedimos espaguete à bolonhesa, ravióli quatro queijos e salada espanhola. Tudo muito bem servido e saboroso, por PAR$ 45,00 por pessoa — um ótimo custo-benefício para fechar o dia.

Depois do jantar, voltamos ao Hotel Flamingo para descansar. Afinal, o dia seguinte prometia mais estrada e novas paisagens pela frente…

Mapa Esquel a Bariloche
Mapa Esquel a Bariloche

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