quarta-feira, 3 de junho de 2026

Chegando no Parque Nacional Torres del Paine

 29 dezembro de 2010


Acordamos por volta das 7h e tomamos o café da manhã no Hostal Chorrillos, que por sinal é muito bom e bem servido. O valor da hospedagem foi de PCH$ 10.000,00 por pessoa.

Depois de nos organizarmos, seguimos rumo ao Parque Nacional Torres del Paine. Optamos pelo caminho alternativo indicado pelo Nacho, passando por Puerto Prat e pelas Cuevas de Milodón.

A estrada já foi um espetáculo à parte. O trajeto é muito bonito, com paisagens amplas e aquele clima típico da Patagônia chilena, que vai preparando a gente para o que está por vir dentro do parque. Sem dúvida, valeu muito a pena ter escolhido essa rota mais cênica e tranquila.


Puerto Natales


 






Chegamos ao Parque Nacional Torres del Paine pela Guardería Serrano, onde pagamos PCH$ 15.000,00 por pessoa. A entrada pelo lado sul já nos colocou imediatamente dentro daquele cenário típico da Patagônia chilena, com montanhas ao fundo e paisagens amplas por todos os lados.

De lá, seguimos em direção ao Hotel Lago Grey, ponto de partida para a trilha até o mirador do Glaciar Grey. Fizemos uma caminhada de aproximadamente 1 hora até o mirante.

Sendo bem sincera, depois de ter visto o Glaciar Perito Moreno de tão perto, é difícil não criar uma referência muito alta. O Grey acaba parecendo mais discreto em comparação — ainda assim, tem seu charme e beleza próprios, com os tons de gelo e a paisagem ao redor compondo um cenário agradável.

Foi uma caminhada tranquila e mais contemplativa, dentro de um dos parques mais icônicos da Patagônia.


Portaria Serrano no Parque Torres del Paine
 






 

Voltamos para a estrada e seguimos até a região do Hotel Explora para conhecer o Salto Chico.

A trilha é curta e muito tranquila, podendo ser feita em cerca de 30 minutos. O acesso é livre e o percurso é simples: entra-se pelo lado esquerdo do hotel e sai-se pelo lado direito, atravessando uma área com vistas incríveis ao longo do caminho.

O destaque fica por conta da paisagem ao redor, que é realmente impressionante. Mesmo sendo uma caminhada rápida, o cenário compensa cada passo e mostra mais uma vez a grandiosidade do Parque Nacional Torres del Paine.








Salto Chico





Voltamos ao carro e seguimos estrada, com a próxima parada sendo o Salto Grande.

E aí sim encontramos um cenário muito mais imponente. A queda d’água impressiona pela força e pelo volume, mas o que realmente chama atenção é o conjunto da paisagem: os tons intensos dos lagos, as montanhas ao fundo e a composição natural que parece ter sido desenhada à mão.

Mesmo com o céu mais carregado de nuvens, o lugar não perdeu sua beleza — pelo contrário, criou uma atmosfera ainda mais dramática e fotogênica. As fotos ficaram lindas, mas ainda assim não conseguem transmitir completamente o impacto de estar ali.



   







Voltamos à Guardería Pudeto, que já havíamos passado no caminho para o Salto Grande, e deixamos o carro no estacionamento. Dali, seguimos para pegar o catamarã das 18h com destino ao Campamento Paine Grande.

A decisão foi tomada com certa pressa e também com um pouco de apreensão, já que havia risco de chuva e poderíamos chegar ao acampamento tendo que montar a barraca em condições ruins. Ainda assim, seguimos em frente.

A travessia pelo Lago Pehoé é tranquila e muito bonita, com paisagens amplas e montanhas refletidas na água. Pagamos PCH$ 19.000,00 pela passagem de ida e volta de catamarã, já que planejávamos ficar dois dias em Paine Grande e depois retornar para seguir de carro até o setor das Torres.

Também decidimos adaptar o roteiro por causa do cansaço acumulado — especialmente meu joelho, que já estava bastante fadigado. Por isso, optamos por não fazer a travessia completa Paine Grande / Italiano / Cuernos / Chileno, ajustando o plano para algo mais seguro e confortável.

Foi uma decisão de respeito ao corpo, mas sem perder a essência da aventura.

De dentro do Catamarã

O tempo acabou fechando e parecia que viria um temporal forte, mas, no fim, não chegou a chover. Ainda assim, o vento era intenso, e montar a barraca naquele cenário foi uma experiência à parte.

Pagamos PCH$ 4.000,00 por pessoa por dia para ficar no campamento, que se mostrou bem estruturado. Os banheiros eram bons, embora um pouco sujos, e havia água quente, além de um abrigo para cozinhar com pia de água quente e fogão a gás à disposição dos mochileiros — um conforto importante em meio ao clima da Patagônia.

À noite, jantamos no refúgio por PCH$ 10.000,00 por pessoa, e valeu muito a pena. A comida era realmente boa e ajudou a repor as energias depois de um dia intenso de deslocamento e montagem de acampamento.

Depois disso, voltamos para a barraca e fomos dormir, embalados pelo vento forte do Paine Grande.



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