quarta-feira, 3 de junho de 2026

Mirador Torres del Paine - Puerto Natales

 01 de janeiro de 2011



Acordamos por volta das 7h30 e fomos até o restaurante do Refúgio Chileno para tomar café da manhã.

A atendente pediu o ticket, mas eu não havia feito a compra no dia anterior, já que isso não tinha sido claramente informado no momento da chegada. Ainda assim, com uma expressão pouco simpática, acabamos sendo atendidos.

O café da manhã era bem simples para o valor cobrado (PCH$ 5.500,00): aveia com leite, café solúvel sem leite, duas fatias de pão de forma, uma geleia de fruta indefinida, ovos mexidos e um copo de suco artificial de frutas amarelas. Após comer, seguimos rumo ao Mirador Torres.

O caminho, apesar de belíssimo, foi bastante desconfortável por conta da presença constante de moscas, mutucas e mosquitos ao longo da trilha. Tudo indica que isso esteja relacionado aos cavalos que circulam pela região e utilizam parte do percurso, o que acaba influenciando diretamente na experiência.

Em alguns pontos, o incômodo é realmente grande. Também chamou atenção a presença de uma área de compostagem de esterco no próprio campamento Chileno, o que gera um cheiro forte no ambiente e contribui ainda mais para a presença de insetos.

Esse é um aspecto que, sinceramente, não havia encontrado em outros relatos antes da viagem e que acabou nos surpreendendo negativamente.

Apesar de toda a beleza da trilha, esses fatores acabaram impactando bastante a experiência naquele trecho.


trilha para o Mirador Torres del Paine
trilha para o Mirador Torres del Paine



trilha para o Mirador Torres del Paine


trilha para o Mirador Torres del Paine

A trilha entre o Campamento Chileno e o Campamento Torres fizemos em cerca de 1h15, num ritmo bem mais lento — praticamente passo de formiga, por conta do meu joelho, que exigia atenção constante.

Já a última subida, do Campamento Torres até o Mirador Torres, levamos aproximadamente 1 hora. Esse trecho é realmente desafiador, com muita pedra solta e um terreno instável, como um amigo do Mochileiros já tinha descrito: “é o inferno de pedras soltas”. E não é exagero — todo cuidado é pouco para não escorregar ou perder o equilíbrio.

Apesar da dificuldade, a recompensa no topo é indescritível. A vista é simplesmente espetacular. Quando finalmente chegamos ao mirador, tudo o que ficou pelo caminho faz sentido. É um daqueles lugares que impressionam de verdade e justificam cada passo da subida.

Lindo demais — vale muito a pena.

trilha para o Mirador Torres del Paine

trilha para o Mirador Torres del Paine

trilha para o Mirador Torres del Paine

trilha para o Mirador Torres del Paine


Final da trilha Torres del Paine

Final da trilha Torres del Paine

Descemos levando praticamente o mesmo tempo da subida, com todo o cuidado necessário por conta do terreno irregular e do cansaço acumulado.

Ao chegar novamente ao Campamento Chileno, tomamos a decisão de não permanecer mais uma noite no local. O desconforto com os insetos e o cheiro forte acabou pesando bastante na escolha.

Fui até o refúgio e solicitei a possibilidade de reembolso da diária que já havia sido paga antecipadamente no dia anterior. Infelizmente, não houve qualquer flexibilidade — não foi possível reembolso nem em dinheiro nem em créditos ou mercadorias.

Diante disso, a impressão que já não era das melhores acabou ficando ainda mais negativa. Foi uma experiência que, apesar da beleza da trilha e do mirador, ficou marcada também por esses pontos de frustração com a estrutura do campamento.


Volta da trilha para Torres del Paine

Volta da trilha para Torres del Paine

Refúgio Chileno
Refúgio Chileno

Descemos até a Hostería Torres, e na descida meu joelho acabou sofrendo ainda mais, como já era esperado nesse tipo de terreno mais íngreme.

Ao chegar lá, pegamos o carro e seguimos rumo à Laguna Azul.

O trajeto em si não tem grandes atrativos paisagísticos em comparação a outras partes do parque, mas a estrada compensa pela vida selvagem ao redor. O destaque absoluto foram os guanacos, que apareciam por todos os lados — adultos e filhotes cruzando a estrada ou pastando tranquilamente, trazendo aquele charme típico da Patagônia.

Mesmo sem ser um dos cenários mais impressionantes, o caminho teve seu valor justamente por esses encontros com a fauna local.


Caminho para Laguna Azul no Parque Torres del Paine
Caminho para Laguna Azul no Parque Torres del Paine

Guanaco no Parque Torres del Paine
Guanaco no Parque Torres del Paine

Retornamos a Puerto Natales passando por Cerro Castillo. A estrada é linda e, em alguns trechos, já estavam asfaltando partes importantes do caminho, o que facilita bastante a viagem.

Já na cidade, fomos devolver a barraca. O Nacho não estava no local, e quem nos atendeu foi outro rapaz, que montou a barraca para verificar se havia algum problema. Ele comentou sobre alguns furos na lona inferior, mas conseguimos explicar que já havia sinais de desgaste quando alugamos o equipamento, além de mostrarmos outros defeitos que só percebemos durante o uso. No fim, ele entendeu a situação e seguimos com o combinado inicial, pagando PCH$ 24.000,00 pelos 4 dias de aluguel.

Voltamos ao Hostal Chorrillos e, por sorte, havia um quarto disponível novamente, então conseguimos nos hospedar no mesmo lugar.

À noite, saímos para jantar no La Tranquera, onde pedimos uma parrillada muito boa, bem servida, acompanhada de refrigerante e cerveja, por PCH$ 28.000,00.

Depois do jantar, retornamos ao hostal e fomos dormir, encerrando mais um dia de viagem pela Patagônia.


Mapa da aventura de hoje no Parque Torres del Paine
Mapa da aventura de hoje: Refugio Chileno - Mirador Torres - Host.Torres a pé e Host. Torres a Laguna Azul de carro

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