01 de janeiro de 2011
Acordamos por volta das 7h30 e fomos até o restaurante do Refúgio Chileno para tomar café da manhã.
A atendente pediu o ticket, mas eu não havia feito a compra no dia anterior, já que isso não tinha sido claramente informado no momento da chegada. Ainda assim, com uma expressão pouco simpática, acabamos sendo atendidos.
O café da manhã era bem simples para o valor cobrado (PCH$ 5.500,00): aveia com leite, café solúvel sem leite, duas fatias de pão de forma, uma geleia de fruta indefinida, ovos mexidos e um copo de suco artificial de frutas amarelas. Após comer, seguimos rumo ao Mirador Torres.
O caminho, apesar de belíssimo, foi bastante desconfortável por conta da presença constante de moscas, mutucas e mosquitos ao longo da trilha. Tudo indica que isso esteja relacionado aos cavalos que circulam pela região e utilizam parte do percurso, o que acaba influenciando diretamente na experiência.
Em alguns pontos, o incômodo é realmente grande. Também chamou atenção a presença de uma área de compostagem de esterco no próprio campamento Chileno, o que gera um cheiro forte no ambiente e contribui ainda mais para a presença de insetos.
Esse é um aspecto que, sinceramente, não havia encontrado em outros relatos antes da viagem e que acabou nos surpreendendo negativamente.
Apesar de toda a beleza da trilha, esses fatores acabaram impactando bastante a experiência naquele trecho.
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| trilha para o Mirador Torres del Paine |
A trilha entre o Campamento Chileno e o Campamento Torres fizemos em cerca de 1h15, num ritmo bem mais lento — praticamente passo de formiga, por conta do meu joelho, que exigia atenção constante.
Já a última subida, do Campamento Torres até o Mirador Torres, levamos aproximadamente 1 hora. Esse trecho é realmente desafiador, com muita pedra solta e um terreno instável, como um amigo do Mochileiros já tinha descrito: “é o inferno de pedras soltas”. E não é exagero — todo cuidado é pouco para não escorregar ou perder o equilíbrio.
Apesar da dificuldade, a recompensa no topo é indescritível. A vista é simplesmente espetacular. Quando finalmente chegamos ao mirador, tudo o que ficou pelo caminho faz sentido. É um daqueles lugares que impressionam de verdade e justificam cada passo da subida.
Lindo demais — vale muito a pena.
Descemos levando praticamente o mesmo tempo da subida, com todo o cuidado necessário por conta do terreno irregular e do cansaço acumulado.
Ao chegar novamente ao Campamento Chileno, tomamos a decisão de não permanecer mais uma noite no local. O desconforto com os insetos e o cheiro forte acabou pesando bastante na escolha.
Fui até o refúgio e solicitei a possibilidade de reembolso da diária que já havia sido paga antecipadamente no dia anterior. Infelizmente, não houve qualquer flexibilidade — não foi possível reembolso nem em dinheiro nem em créditos ou mercadorias.
Diante disso, a impressão que já não era das melhores acabou ficando ainda mais negativa. Foi uma experiência que, apesar da beleza da trilha e do mirador, ficou marcada também por esses pontos de frustração com a estrutura do campamento.
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| Refúgio Chileno |
Descemos até a Hostería Torres, e na descida meu joelho acabou sofrendo ainda mais, como já era esperado nesse tipo de terreno mais íngreme.
Ao chegar lá, pegamos o carro e seguimos rumo à Laguna Azul.
O trajeto em si não tem grandes atrativos paisagísticos em comparação a outras partes do parque, mas a estrada compensa pela vida selvagem ao redor. O destaque absoluto foram os guanacos, que apareciam por todos os lados — adultos e filhotes cruzando a estrada ou pastando tranquilamente, trazendo aquele charme típico da Patagônia.
Mesmo sem ser um dos cenários mais impressionantes, o caminho teve seu valor justamente por esses encontros com a fauna local.
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| Caminho para Laguna Azul no Parque Torres del Paine |
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| Guanaco no Parque Torres del Paine |
Retornamos a Puerto Natales passando por Cerro Castillo. A estrada é linda e, em alguns trechos, já estavam asfaltando partes importantes do caminho, o que facilita bastante a viagem.
Já na cidade, fomos devolver a barraca. O Nacho não estava no local, e quem nos atendeu foi outro rapaz, que montou a barraca para verificar se havia algum problema. Ele comentou sobre alguns furos na lona inferior, mas conseguimos explicar que já havia sinais de desgaste quando alugamos o equipamento, além de mostrarmos outros defeitos que só percebemos durante o uso. No fim, ele entendeu a situação e seguimos com o combinado inicial, pagando PCH$ 24.000,00 pelos 4 dias de aluguel.
Voltamos ao Hostal Chorrillos e, por sorte, havia um quarto disponível novamente, então conseguimos nos hospedar no mesmo lugar.
À noite, saímos para jantar no La Tranquera, onde pedimos uma parrillada muito boa, bem servida, acompanhada de refrigerante e cerveja, por PCH$ 28.000,00.
Depois do jantar, retornamos ao hostal e fomos dormir, encerrando mais um dia de viagem pela Patagônia.
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| Mapa da aventura de hoje: Refugio Chileno - Mirador Torres - Host.Torres a pé e Host. Torres a Laguna Azul de carro |















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