quarta-feira, 3 de junho de 2026

Torres del Paine - Campamento Chileno - Chile

 31 dezembro de 2010



Acordamos por volta das 8h e tomamos café no abrigo do Campamento Paine Grande. Em seguida, desmontamos a barraca e fomos aguardar o catamarã das 10h.

A travessia pelo Lago Pehoé foi tranquila, e ao chegar novamente em Pudeto, pegamos o carro que havíamos deixado no estacionamento. De lá, seguimos rumo à Hostería Las Torres.

Nossa ideia era acampar no Campamento Chileno, então antes da subida decidimos parar para almoçar no bar da própria Hostería Torres. Pedimos sanduíches de churrasco e refrigerantes, mas o valor foi bem salgado: PCH$ 31.000,00 no total. Uma experiência que deixa a dica clara — vale muito a pena levar comida própria, caso contrário o custo pode surpreender bastante.

Depois disso, seguimos viagem já preparados para iniciar a próxima etapa do trekking.

Parque Nacional Torres del Paine










Guanaco no Parque Nacional Torres del Paine


 
Ponte para a Hosteria Torres

Hosteria Torres no Parque Nacional Torres del Paine

Depois desse “maravilhoso” almoço, começamos a subida… e que subida foi essa.

Com o peso das mochilas, o trecho entre a Hostería Las Torres e o Campamento Chileno se tornou ainda mais exigente. Levamos cerca de 3 horas para completar o percurso, que em vários momentos é bastante cansativo e até um pouco perigoso, dependendo do ritmo e das condições da trilha. Chega a impressionar pensar que há pessoas que fazem esse trajeto montadas a cavalo.

Apesar do esforço, a recompensa visual é constante. O vale vai se abrindo ao longo da caminhada e a vista do refúgio ao fundo, inserido naquele cenário grandioso, é de arrepiar.

Outro ponto que marcou bastante foram as mutucas e mosquitos ao longo da trilha, muito por conta da presença dos cavalos na região, o que exigiu atenção e paciência durante todo o caminho.

Mesmo assim, foi mais um daqueles trechos desafiadores, mas extremamente marcantes da viagem.




Caminho para o Campamento Chileno



Quando chegamos ao Campamento Chileno, o vento ainda estava forte, o que acabou mascarando um pouco o ambiente ao redor. Só mais tarde percebemos o cheiro intenso de esterco no ar e a quantidade quase insuportável de mosquitos, que se tornaram um desafio à parte.

A ceia de Ano Novo oferecida no campamento custava PCH$ 24.000,00 por pessoa e, diante disso, decidimos não participar e economizar esse valor.

Montamos a barraca e, depois de toda a subida do dia, só queríamos descansar. Acabamos pegando no sono e acordamos apenas perto da contagem regressiva da virada do ano.

Nos desejamos um Feliz Ano Novo dentro da própria barraca, num momento simples, mas muito marcante. Meu pai havia saído alguns minutos antes e comentou justamente sobre a quantidade de mosquitos, que ficaram ainda mais intensos quando o vento parou.

Foi, sem dúvida, uma virada de ano diferente de todas as outras — e, do meu jeito, exatamente como eu gosto de lembrar.



Nenhum comentário:

Postar um comentário