terça-feira, 3 de março de 2026

Rocky Cay e Acuário - San Andrés - Colômbia

 09 de setembro de 2013


Acordamos cedo e tomamos café da manhã na pousada. Em seguida, a dona nos levou de carro até a praia em frente a Rocky Cay, de onde sairia um passeio de barco até o Acuario de San Andrés com seu primo.

Como o barco só partiria dali a uma hora, aproveitamos para explorar os corais de Rocky Cay, que podem ser acessados a pé a partir da praia. A travessia é tranquila, mas é fundamental usar sapatilhas aquáticas — os corais e as pedras podem cortar os pés. Comprei a minha em uma loja local por COP$ 12.000 (cerca de R$ 14, valor da época) e foi um ótimo investimento.

O mergulho ali é surpreendente: águas rasas, transparentes e repletas de vida marinha logo a poucos metros da areia. Um ótimo jeito de começar o dia no paraíso.





 Rocky Cay

Na ilhota de Rocky Cay há um navio naufragado que torna o snorkeling ainda mais especial. A estrutura submersa cria um cenário incrível e atrai muitos peixes, formando um verdadeiro aquário natural.

Ficamos mais de uma hora explorando a área e simplesmente amamos o lugar. Há grande concentração de peixes pequenos e uma extensa área para mergulhar com tranquilidade, sempre com boa visibilidade. Foi uma das surpresas mais agradáveis da viagem — acessível, bonita e perfeita para quem gosta de passar horas dentro d’água.





Depois seguimos de lancha até o Acuario de San Andrés, um trajeto de cerca de 10 minutos. O Acuário é, na verdade, um banco de corais com apenas duas pequenas construções de apoio. Ao lado, a aproximadamente 100 metros de caminhada pela água rasa, fica Haines Cay, uma ilhota com alguma vegetação e bares simples.

Nós nem chegamos a ir até Haines Cay — passamos praticamente todo o tempo dentro d’água! E ali os peixes são maiores e mais numerosos, o que torna o snorkeling ainda mais interessante. É o tipo de lugar onde o tempo passa voando e você só percebe quando o sol já está alto e a pele começa a pedir descanso.

Acuário



Esse passeio também dava direito ao que eles chamam de “Mantarraia”, que seria o mergulho com arraias. Imaginamos que seria apenas nadar ao lado delas, observando seu comportamento natural.

Infelizmente, não foi bem assim. Os guias retiram as arraias da água para que os turistas possam fotografar — inclusive colocando o animal sobre a cabeça para a foto. Nem preciso dizer o quanto achei isso um absurdo. Vida marinha não é acessório de fotografia.

Preferimos ficar apenas observando, sem tocar ou interferir. Para nós, a graça do mergulho está justamente em respeitar o ambiente e contemplar os animais no seu habitat natural. Admirar, sim. Manipular, nunca.



Acuário

Voltamos para Rocky Cay e, de lá, pegamos um táxi até o centrinho de San Andrés, onde almoçamos em um restaurante bem simples, mas com comida saborosa e porções generosas — daquele tipo que conquista pela autenticidade.

Depois do almoço, alugamos um carrinho de golfe por COP$ 50.000 (cerca de R$ 55, valor da época) para aproveitar o restante da tarde. E adivinha para onde voltamos? Rocky Cay de novo!

Com a maré mais baixa no fim do dia, o cenário estava ainda mais bonito para mergulhar. Ficamos na água até quase o pôr do sol, explorando cada cantinho dos corais e aproveitando nossos últimos momentos naquele mar incrivelmente transparente.

 Restos do navio naufragado

 Polvo

Enguia


Para o jantar, fomos até o mercadinho próximo à pousada e compramos algumas coisas para preparar um lanche simples. Depois de tantos dias intensos de passeio, às vezes tudo o que a gente quer é algo prático e tranquilo.

E, para variar… esqueci de passar protetor solar no bumbum. Resultado: não conseguia nem sentar! Impressionante como sempre esquecemos de algum pedacinho do corpo. Fica a lição (de novo!). 😉

O centrinho de San Andrés é ótimo para compras, principalmente de cosméticos. Há muitas imitações, é verdade, mas também encontramos produtos originais vindos dos EUA e do Canadá com preços excelentes. Comprei, por exemplo, um protetor solar americano fator 50 (250 ml) por COP$ 16.000 (cerca de R$ 19, valor da época) e um hidratante canadense de 500 ml por COP$ 3.500 (cerca de R$ 4). Valeu muito a pena!

Nossa câmera subaquática foi a Nikon Coolpix AW110, comprada no Brasil. Ela resistiu bravamente aos oito dias praticamente dentro d’água e ficamos muito satisfeitos com a qualidade das fotos e filmagens. Em breve, postarei os vídeos para vocês terem uma ideia ainda mais real desse paraíso.

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