07 de janeiro de 2010
Acordamos e tomamos um ótimo café da manhã no Hotel Flamingo, administrado pela simpática Joana e pela Jéssica. As diárias eram de AR$ 100,00 por pessoa para os quartos com vista para o Lago Nahuel Huapi e AR$ 90,00 por pessoa para os quartos com vista para o Centro. A vista para o lago realmente fazia diferença — começar o dia olhando aquela imensidão azul não tem preço.
Depois do café, saímos para caminhar pelo centro de San Carlos de Bariloche. Aproveitamos para pesquisar equipamentos e compramos um isolante térmico por AR$ 33,00 — aquela manta essencial para evitar que o frio do chão passe para o corpo nas próximas noites de camping. Uma excelente aquisição!
Às 10h30 deixamos o hotel rumo a Villa La Angostura, seguindo pela estrada que contorna o Lago Nahuel Huapi. Fizemos várias paradas estratégicas para apreciar a vista. A cada curva surgia um novo ângulo do lago, ora mais aberto, ora emoldurado por árvores e montanhas.
Um trajeto que transforma o simples deslocamento em parte inesquecível da viagem.
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| Lago Nahuel Huapi |






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Nosso logo no carro alugado
Villa La Angostura – Cerro Bayo e Cascata Río BonitoJá em Villa La Angostura, seguimos para o Cerro Bayo, mas tivemos uma pequena frustração: apenas a base estava aberta e os teleféricos não estavam funcionando naquele dia. O movimento era pequeno, basicamente pessoas que iam praticar canopy (tirolesa).
Mesmo sem subir ao topo, a paisagem ao redor já valia a visita. O silêncio das montanhas e o ar fresco da região tornam qualquer parada especial.
Depois, seguimos pela estrada do Cerro Bayo para conhecer a Cascada Río Bonito, uma queda d’água com cerca de 30 metros de altura. A cascata é de fácil acesso e impressiona pela força da água descendo em meio à vegetação.
Mais um daqueles lugares em que a natureza fala mais alto e nos lembra como a Patagônia consegue surpreender a cada curva da estrada.  | | A caminho do Cerro Bayo |
 | | Cascata Rio Bonito |
 | | Cerro Bayo |

Chegamos ao centrinho de Villa La Angostura e ficamos encantados com a quantidade de lojinhas e comércios instalados em casinhas no estilo chalé de montanha. Tudo muito organizado, florido e com aquele ar europeu que marca a arquitetura da região.
Almoçamos em um restaurante local por AR$ 40,00 por pessoa. O cardápio: peito de frango à milanesa com batatas fritas, truta com batata assada e salada, além de refrigerantes. Simples, bem servido e saboroso — energia renovada para continuar o passeio.
Depois do almoço, iniciamos o famoso Caminho dos Sete Lagos Argentinos, também conhecido como “Circuito Grande”, seguindo pela Ruta Nacional 40 em direção a San Martín de los Andes.
Confessamos que fomos com expectativas altíssimas, por tudo o que ouvimos falar. O trajeto é bonito, sem dúvida, com lagos de águas claras e montanhas ao redor. Mas, sinceramente, talvez por já estarmos impactados com as paisagens do Lago Nahuel Huapi e do Circuito Chico, não achamos nada tão extraordinário quanto imaginávamos.
Ainda assim, vale pela experiência, pela estrada bem cuidada e pela sensação de estar cruzando cenários típicos da Patagônia argentina. Nem sempre a expectativa e a experiência caminham juntas — mas toda paisagem tem seu valor quando se está vivendo o momento.  | | Lago Espejo |
 | | Circuito Grande |
 | | Arroio Rucamalen |
Depois, resolvemos fazer o desvio para Villa Traful. São cerca de 25 km para ir e mais 25 km para voltar — um trecho que fizemos em aproximadamente duas horas no total.
A estrada já é um espetáculo à parte. A cada curva, surgem novas paisagens: montanhas, bosques fechados e mirantes naturais que revelam tons impressionantes de azul dos lagos da região. Dirigir por ali é quase como percorrer um cenário de filme.
Ao chegar, encontramos uma vila pequena e charmosa, com aquele clima tranquilo típico das cidades patagônicas. Casinhas simples, ruas calmas e uma atmosfera acolhedora que convida a desacelerar.
Pode até ser um desvio do roteiro principal, mas é daqueles caminhos que compensam — não apenas pelo destino, mas por todo o trajeto até ele.  | | Villa Traful |
Voltamos para a Ruta dos Sete Lagos e seguimos viagem até San Martín de los Andes, encerrando o percurso do dia.
Decidimos acampar no Camping Quila Quina, localizado a cerca de 14 km da estrada principal, por um trecho de estrada de chão. O acesso exige um pouco de paciência, mas a recompensa compensa cada quilômetro.
O camping possui ótimas instalações, bem organizado e em meio à natureza exuberante da região. Pagamos AR$ 35,00 por pessoa, mais AR$ 5,00 pelo carro.
Depois de um dia inteiro na estrada, montar a barraca e descansar em um lugar tão tranquilo foi a melhor maneira de fechar mais um capítulo da nossa aventura pela Patagônia.  | | A caminho de San Martin de los Andes |
 | | Lago Falkner |
 | | A caminho de San Martin de los Andes |
À noite, jantamos no próprio camping: um x-salada caprichado com refrigerante por AR$ 25,00 por pessoa. Simples, prático e perfeito depois de um dia inteiro de estrada e paisagens.
Com a barriga cheia e o frio típico da Patagônia já apertando, fomos para a barraca bem equipados — isolante térmico funcionando perfeitamente — e, dessa vez, dormimos quentinhos.
Mais um dia intenso chegando ao fim, com aquela sensação boa de cansaço e de missão cumprida. Amanhã tem mais aventura pela frente. Mapa da aventura de hoje: Bariloche a San Martin de los Andes
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